“Eu gostaria muito de entender algumas cabeças por aí, mas estou limitada, pois as vezes nem consigo entender a mim mesma.
É inevitável me acharem louca, histérica. Me vejo até cansada.
Eu apenas cultivo valores que, infelizmente, o mundo de hoje não compreende.
E eu realmente não me importo com o que os outros pensam,com o que os interessa, com o que os importa.
Eu não me adéquo às citações de hoje em dia, não me adéquo ao preço de amar. Não me adéquo aos costumes do homem.
Não me adéquo ao custo do sentimento. Não me adéquo ao sofrimento sofrido por tão pouco. Não me adéquo ao alimento que alimenta a juventude de hoje.
E nada pode me entender. Eu tenho um mundo que apenas eu acredito. Sofro por causas que apenas eu entendo e, você não pode entender os meus sentimentos e sentidos.
Eu nunca me cansei de debater. Mas rebater por um motivo que não fará sentido para você, não adiantará. Não facilitará à nenhuma parte.
— Salyssa Rakel.
“É sempre assim. Sempre luto por um fim que é meu por direito e sempre bato com a cara no reboco. Às vezes eu me sinto tão inútil que eu perco até a vontade de ser. E que fim terei ? Tentando defender aquilo que, consequentemente considero “meu”, mas infelizmente considero.
E porque logo eu quem preciso ficar chorando pelos cantos com ar de desespero e dor logo perto do peito? Não, não é desculpa suficiente dizer que eu procuro isso. Já me cansei de bater com a cara no reboco pensando mais nos outros do que em mim mesma. Mas esses outros sempre são tão importantes […]
Luto contra, tenho raiva, mostro os dentes, sai as garras. Mas por trás de tudo isso já estou derrotada.
E lá estou eu, com um novo que acolho no colo, tentando achar uma parede, ou uma estrutura mais firme, para apoiar a cabeça que já não aguenta de tanto pensar. Ela cai para a direita em um dos ombros. Cai para a esquerda. Mas o ombro não é o tão certo apoio para tanto peso.
Eu gostaria muito de descrever a sensação, talvez 100.000.000.000 de carácteres fossem suficientes. Mas penso que apenas descreveria metade do caminho.
Eu não me vejo mais em posição de orgulho. A culpa é minha não é ? Sempre.
E quando eu ‘apanho’ a culpa é minha também.
Afinal, as palavras que me dissestes servirão de que ? De angústia em minha noite fria com a minha mais nova acolhedora?!.
Eu só sei que, as coisas estão me cansando. Estou me casando com o frio agora. Ele está me levando para sua casa do meio do nada. E eu estou a sentir-me desamparada.
— Salyssa Rakel.
“O fim de algo que já nos pertenceu e já nos fez sorrir tão poucas as vezes que seja, sempre é um fim duro. Não existe final feliz para um meio que já te fez feliz.
— Salyssa Rakel.
“Tudo que é difícil prova que é verdadeiro. Porque mesmo perante as dificuldades, prevalece.
— Salyssa Rakel.
“Sim, eu choro muito por poucos. Eu tenho a mania , desde quando reconheci-me por gente, porque costumo reconhecer poucos, como os que devo por eles chorar.
É sempre assim mesmo […] sempre acaba em sofrimento.
Sempre me tranco no banheiro com um ar desesperado, por algo tão inútil, mas que dói como um machado.
É sempre assim mesmo […] sempre acaba em desentendimento.
E quase toda noite meu coração se parte em vários meios, cheios de fraturas, medos, erros.
E eu sempre me rendo, às mesmas fraturas, mesmas quebras, mesmos medos, erros.
É porque eu me machuco tanto, que não posso ficar com raiva mais. Não posso brigar nem lutar pelos direitos de não passar por isso. Pois se eu lutar ou brigar, só vai doer mais.
E já basta.
— Salyssa Rakel.
“Será meu impacto sentimental que mudou? Sei lá, as vezes sinto como se fosse estranhamente desconhecida ,em plena luz do dia, por almas que diziam ser amigas.
— Salyssa Rakel.